Quantas línguas pode esse mundo falar?
Quantas línguas as línguas podem tocar?
Quanta variedade de coisas e pessoas podem existir?
a pergunta não quer calar.
a resposta pode ser qualquer uma,
não sabemos.
De quantos romances, mentiras e sonhos somos feitos?
De trabalhos mal feitos até um dia acertar...
De sabores que nem imaginávamos provar...
O infinito pode ser tudo que existe
existe infinitamente dentro do próprio finito
A morte nos beija delicadamente
soprando que um dia vamos poder descansar
O tempo voa, o pensamento voa, o papel voa, o pássaro voa
o avião voa, mas o Homem não voa
O homem é mulher e homem e não voa
O homem se joga.
E quando se joga pode ser pego nos braços
A cabeça pode se fundir num espaço
num buraco negro e quente, entre os braços.
De outro homem, eu sou homem, você é homem.
Eu sou um homem romântico
e o romantismo está tão fora de moda ultimamente.
Me esforço pra me adaptar ao tempo presente, O tempo presente.
Esse que acabou de passar, agora virou passado,
presente de novo, presente, passado e futuro, O homem gosta de pedaços.
Gosta de pedaços meus, pedaços seus
pedaços de alma soltos pelos espaços
em branco, negro e azul.
Gosta de pedaços contentes, pedaços de torta, pedaços de carne morta.
Pedaços de algodão, de bolhas de sabão
pedaços do colchão de espumaaaaaaaaa
Pedaços de amor, de beijos, de paixão
e o todo se perdeu na chuva....
Pacotes caíram
se perdendo em meio ao caos
do centro urbano mais lotado de toda capital
Pessoas passaram por cima, apressadas que estavam
afinal....
era noite de natal.
O natal sempre foi mesmo assim. passa tão rápido, a hora tão esperada
que ninguém nem vê nada.
Choro, lágrimas, solidão...
Escreve um texto assim caso aconteça algo em cima da hora.
A sonoridade é quase a mesma que o blues.