Mary Light
words, words, words.
W.S.
Thursday, March 08, 2007
rascunho
aprenda eu
aprenda comigo
me aprenda
cheira tudo
chupa toda
vai lá
aprende eu
aprende eu
aprende eu
Wednesday, August 02, 2006
VACA em homenagem...

Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña"
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horiz...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia
Stevie Wonder, andaluz
Como o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s blues
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca das divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo, um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas, estamos aí
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas estamos a...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha cara
Nada de leite para os caretas
Mas eu também sei ser careta
De perto, ninguém é normal
Às vezes, segue em linha reta
A vida, que é "meu bem, meu mal"
No mais, as "ramblas" do planeta
"Orchta de chufa, si us plau"
No mais, as "ramblas" do planeta
"Orchta de chufa, si us...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas...

Eu sou o vento que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança
A destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega
Você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não e nem disse que não
Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha
A mais nova espada e seu corte
Sou o cheiro dos livros desesperados
Sou Gitá Gogóia
Seu olho me olha mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo
o sol...
la la land
"a vida é aguentar" ou "la dolce vita"
Não aguento
sinto vontade de pintar as paredes
essas paredes amarelas, essas paredes
amarelas
sinto vontade de jogar nas paredes amarelas
tintas coloridas
tintas coloridas de verdade
de verdades
que expressem o meu sentido
diante dessa vida
que não aguento
dessa vida contrária
ao que é agradável
ao que eu aguento
vontade de pintar e escrever as paredes
bem grande
gritando
colorindo
esse mundinho preto e branco
tanta cor e tanta raiva
não aguento
Sunday, July 16, 2006
como você
Quando eu me sento
dentro dessa casa
em festa
com a tv ligada
e eu estou pensando em cada coisa
que não tem nada a ver
e ao mesmo tempo tem tudo a ver
com o que se passa ao meu redor
afinal estou pensando na própria vida
no meu poesicionamento diante da vida
e estou vivendo
Fico cansada
de tudo ao meu redor
nada mais que está ali
naquele tempo, naquela moda
me dá qualquer tipo de sensação
diferente
penso no que não aconteceu
e no que está acontecendo...
fico sentada com os olhos cravados na televisão
onde está passando um filme que não é mudo, sem som
como se estivesse meditando
eu olho pra televisão e vejo as imagens passando
mas dentro da minha cabeça um
milhão de outras coisas mil estão se passando
e sigo pensando
nas decisões que eu tomo o tempo todo na minha vida
na minha vida que me cerca
na vida que não me cerca mas que está viva
no gatinho
penso em tudo, opto por escrever sobre isso
primeiro de tudo
antes de tomar qualquer atitude
refletir
tempo de reflexão
reflexo de mim mesma
reflexo do que sou
do que gostaria de ser
se tudo que eu to vivendo
eu que causei de algum modo
eu não to sendo exatamente quem eu gostaria de ser
queria ser mais forte
mais auto suficiente
e ao mesmo tempo entendo que sou o que posso ser
e que muitas vezes gosto muito de mim e as vezes não gosto, e as vezes gosto...
como sou...
como sou
como sou
eu como, eu como, eu como, eu como, eu como, eu como , eu como...
você.
Thursday, January 19, 2006
Reinvento tudo
reinvento tu
revivendo o vento
o momento
revivo o beijo
o sorriso
o primeiro presente
de olhos fechados
reinvento o prazer
de olhos abertos
dessa vez
reinvento você
Sunday, January 15, 2006
Au port
Hé! Petite fille! tu bois de l'eau et tu es saoule
là où tu te noies tu as beau avoir pied tu coules
au port, au port
Hé! Petite folle! c'est pas la brasse c'est le crawl
pour la traversée il t'aurait fallu des épaules
du corps, du corps
Mais lui c'est différent, il est né sur l'océan,
c'est un grand capitaine, un amant monument,
tu t'es perdue dedans...
Hé! Petite fille! on n'est jamais deux à partir
y'en a toujours un pour larguer l'autre pour languir
au port, au port
Hé! Petite cruche! avec tes pots de confiture
tu partiras en sucette mais pas à l'aventure
au Nord, au Nord
Mais lui c'est différent, il est né sur le Mont-Blanc,
c'est un grand alpiniste, un amant monument,
tu as perdu sa piste...
Hé! petite nonne! si dans l'au-delà si tu le trouves
le ramène pas au cardinal pour qu'il te l'ouvre
encore, encore
Hé! petite larve! je suis toi-même et je te parle
tu es déjà grande alors lève toi et sors de ta cale
Au port, Au port
ton coeur de petite fille est mort.
Hé! petite fille! à ta droite l'Arc de Triomphe
Hé! petite fille! à ta gauche il y a Dieu qui ronfle
Hé! petite fille! devant il y a les pyramides
Hé! petite fille! derrière l'génie de la Bastille.
Tuesday, December 13, 2005
Atamé

Cuando pierda todas las partidas
Cuando duerma con la soledad
Cuando se me cierren las salidas
Y la noche no me deje en paz
Cuando sienta miedo del silencio
Cuando cueste mantenerse en pie
Cuando se revelen los recuerdos
Y me pongan contra la pared
Resistiré erguido frente a todo
Me volveré de hierro para endurecer la piel
Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte
Soy como el junco que se dobla pero siempre
Sigue en pie
Resistiré
para seguir viviendo
Soportare los golpesY jamás me rendiré
Y aunque los sueñosse me rompan en pedazos
Resistiré
Cuando el mundo pierda toda magia
Cuando mi enemigo sea yo
Cuando me apuñale la nostalgia
Y no conozca ni mi voz
Cuando me amenace la locura
Cuando mi moneda salga cruz
Cuando el diablo pase la factura
O sí alguna vez me faltas tú
Resistiré
erguido frente a todo
Me volveré de hierro para endurecer la piel
Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte
Soy como el junco que se dobla pero siempre
Sigue en pie Resistiré
para seguir viviendo
Soportare los golpes
Y jamás me rendiré
Y aunque los sueñosse me rompan en pedazos
Resistiré
(Letra de La Calva y Toro)
Friday, November 18, 2005
Milhares de Mulheres
Mulheres nuas, mulheres cruas, mulheres suas
mulheres suadas e sujas
mulheres saturadas
mulheres sossegadas
mulheres
Mulheres barbudas
mulheres cegas, mulheres surdas
mulheres cabeludas
mulheres de ferro e aço
mulheres crueis
mulheres de melgaço
mulheres fieis
mulheres de amasso
mulheres de véu
mulheres de braço
mulheres de reis, mulheres de escravos
mulheres de noite, mulheres de dia
mulheres de santa luzia
mulheres do cão
mulher sapatão
mulheres amadas, mal amadas, desgraciadas
mulheres para sempre
mulheres salgadas
mulheres doces e mulheres amargas
mulheres coloridas e mulheres preto e branco
mulheres de bolsa e mulheres no canto
mulheres pequenas e grandes
mulheres sem tamanho
mulheres de nuca raspada
mulheres de cara pintada
mulheres trabalhando.
Diz você
Quantas línguas pode esse mundo falar?
Quantas línguas as línguas podem tocar?
Quanta variedade de coisas e pessoas podem existir?
a pergunta não quer calar.
a resposta pode ser qualquer uma,
não sabemos.
De quantos romances, mentiras e sonhos somos feitos?
De trabalhos mal feitos até um dia acertar...
De sabores que nem imaginávamos provar...
O infinito pode ser tudo que existe
existe infinitamente dentro do próprio finito
A morte nos beija delicadamente
soprando que um dia vamos poder descansar
O tempo voa, o pensamento voa, o papel voa, o pássaro voa
o avião voa, mas o Homem não voa
O homem é mulher e homem e não voa
O homem se joga.
E quando se joga pode ser pego nos braços
A cabeça pode se fundir num espaço
num buraco negro e quente, entre os braços.
De outro homem, eu sou homem, você é homem.
Eu sou um homem romântico
e o romantismo está tão fora de moda ultimamente.
Me esforço pra me adaptar ao tempo presente, O tempo presente.
Esse que acabou de passar, agora virou passado,
presente de novo, presente, passado e futuro, O homem gosta de pedaços.
Gosta de pedaços meus, pedaços seus
pedaços de alma soltos pelos espaços
em branco, negro e azul.
Gosta de pedaços contentes, pedaços de torta, pedaços de carne morta.
Pedaços de algodão, de bolhas de sabão
pedaços do colchão de espumaaaaaaaaa
Pedaços de amor, de beijos, de paixão
e o todo se perdeu na chuva....
Pacotes caíram
se perdendo em meio ao caos
do centro urbano mais lotado de toda capital
Pessoas passaram por cima, apressadas que estavam
afinal....
era noite de natal.
O natal sempre foi mesmo assim. passa tão rápido, a hora tão esperada
que ninguém nem vê nada.
Choro, lágrimas, solidão...
Escreve um texto assim caso aconteça algo em cima da hora.
A sonoridade é quase a mesma que o blues.
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