Dias de bazar e círculos de leitura
O dia transcorre como qualquer outro, ruim. Nadas, nadas e nadas. Ele procura inventar brincadeiras com aqueles que não querem brincar, eles são tudo o que existe a sua volta.
Dorme o máximo que puder, procura nao irritar ninguém para não se irritar. Porém, o fim do dia hoje é diferente, ele terá uma surpresa. E tudo se dá sem que ele tenha a menor noção disso. Então ele vive o que sabe. Descontente, entediado, a mesma vidinha de sempre, dentro e fora do apartamento, cigarros que ele não aguenta mais, a fome que não passa, só na hora de dormir, e ainda, quando esta cessa a outra volta. E as horas vão passando, passando, e no fim, ele terá uma surpresa. Mas ele não sabe. É uma surpresa agradável, muito agradável, algo que ele esperou durante meses, anos quem sabe. Não há como saber ao certo, só que essa espera está dentro dele há muito tempo, que nem ele se lembra mais quanto. Então vamos lá. Procuramos divertí-lo, de leve, pra que a surpresa não cause um impacto muito grande, e quem sabe ele até morra. Não, isso não. Ele vai viver, pelo menos até o final desta noite, e do dia de amanhã para que possa aproveitar bem a sua surpresa.
Soundtrack: (viciam)
Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
[...]
Não tem cigarro, acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim?
Eu já nem lembro pronde mesmo que vou
Mas vou até o fim
Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu tava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída minha estrada entortou
Mas vou até o fim
Chico chiqueiro, muito samba pra voces! Samba menina! :)